quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Erramos querendo acertar.

Quem acompanha nossa história, sabe que Mariah foi pra creche com 7 meses.

                             

Pensando na adaptação e na facilidade de alguém chegar rápido a creche por alguma necessidade, escolhemos 1 creche perto do trabalho da Ti, mas era longe de casa.

Gostamos muito do berçário e do serviço oferecido lá. Mariah era apaixonada pela tia que cuidava dela. Porém precisávamos de uma logistica melhor. Por ser longe de casa, qdo Ti precisava ficar até mais tarde no trabalho eu saia desgovernada caçando um táxi (coisa em extinção na nossa cidade)

E desde então começamos a olhar outras escolas. Pegamos referencias, e fomos a luta.

Por nossa sorte a escola que mais agradamos, em espaço físico e metodologia (a nós vendidas) era bem perto de nossa casa. Ah, e era tb a mais cara ! rs

Fomos então na escola conhecer o espaço e entender como eles trabalhavam lá. Saimos de lá encantadas. Tinha 99% das coisas que procurávamos numa escola.

O espaço livre é enorme, os brinquedos ótimos, tem até pula pula. Fizemos uma avaliação com a nutricionista, e nos foi passado que toda a comida era feita o mais natural possivel, inclusive com legumes e verduras colhidas na horta da escola.

Como era a mais cara, resolvemos apertar nosso orçamento e colocar Mariah lá. Afinal, seria uma escola que ela pudesse ficar até o 5º ano.

Em maio deste ano fomos lá fazer a matricula. O dono (que não é da área da educação) disse que teriamos que pagar a matricula integral. hã? Já haviamos pago na outra creche.

Ele nao abriu mão, e como nosso desejo de coloca-la lá era enorme, assim fizemos.

Não precisamos de adaptação. Ela amou a escola de primeira.

Lá tem o Fred, um coelho que fica solto e interage com as crianças. Tem uma piscina com tartaruga, tem viveiro com calopsitas, e tudo mais que uma criança possa gostar.

Ficamos super felizes.

Nossa logistica ficou bem mais fácil, pq Ti levava ela de carro de manhã antes do trabalho e eu buscava-a a pé de tarde.

Porém, eu, como uma mãe chata, comecei dar uns perdidos na escola e fui pegando alguns furos: durante 3 dias, ela jantou o mesmo cardápio, outro dia fui na hora do lanche e ela estava sentadinha comendo biscoito recheado com tang (isto estava no cardápio?), chegava picada por algum bicho e ninguém sabia dizer onde e o que foi. Um dia busquei-a as 18hs e fui pra casa da vovó, e Mariah implorando pra tirar o sapato. Como estava frio, não deixei ela tirar. Mas com a insistência dela, depois de 1 hora tirei a botinha e a meia, percebi que estava molhada, e me deparei com o pezinho dela todo enrugadinho.

Um dia na saída, a professora disse: sua filha é tão boa de boca, só não aceita nescau. Nescau? Mas a gente avisou que não era pra dar este tipo de coisa.

Entre estas e outras, começamos a ficar boladas. reclamávamos na escola e nada mudava. Melhoravam nos primeiros dias mas sempre tinha 1 novidade desagradável por semana. Tipo, ver ela escovando o dente com uma escova que não era dela...

No meio do ano, recebemos o convitinho da festa julina. Vestimos a pequena de caipira, convidamos TODOS da familia e partimos empolgadas com a festa. Chegando lá, descobrimos que todos os brinquedos que é da creche e que ela usufrui todos os dias, estavam sendo cobrados para o uso. Nem preciso dizer que meu dinheiro foi todo no pula pula né? rs

Fui comprar 1 refrigerante = R$ 3,00. Ao entregar a ficha recebi um copo de 200mL com Coca Cola QUENTE. Entre outras...

Fomos protelando, pensando que estávamos sendo chatas demais e que nenhuma creche seria perfeita.

Quando... no começo de setembro veio um bilhete na agenda informando que na ultima semana do mês, a escola teria a semana da criança.

Programações para os 5 dias: museu, cinema 3D no shopping, hotel fazenda e 1 dia de estadia em pousada com piscina. Com o custo de R$ 220 mais os lanches.

Lemos o bilhete juntas, e bastou cruzarmos os olhares para entender que "ela não ia".

Cheguei na escola no dia seguinte e falei c a professora que ela não iria. Ela tentou me convencer de todas as formas. Disse que ia amar em dormir com Mariah. (momento cara de "senta Cláudia).

Não discuti, porque a decisão de não deixar uma criança de 1ano e 7 meses ir ao cinema e dormir fora de casa já havia sido tomada pelas mães.

Dia 10, era dia de pagar a mensalidade e antes de fazer meu login no banco, resolvi ir até a escola saber como seria o funcionamento da creche na tal semana.

Com a boleta na mão (já esperando alguma merda) fui atendida pelo dono.

- Boa tarde, Sr fulano. Vim até você para confirmar que a creche da sua escola funcionará normalmente na semana da criança.
- Tenho 18 anos de escola, 10 anos de semana da criança e nunca nenhuma criança deixou de ir.
- Tudo tem a primeira vez.
- Vocês estão com medo de deixa-la dormir fora?
- Você pode me responder minha pergunta? Não vim aqui discutir a ida de Mariah, porque ela NÃO vai.
- Mas então, estes dias a escola não abre, pq todo mundo estará na semana da criança.
- E o que faço com minha filha?
- Não sei.
- OK... então aqui está a boleta, quero o desconto da ultima semana.
- Risos: eu não dou desconto. O que posso fazer é abrir a escola para a Mariah e deixar uma funcionária com ela. Que não poderá ser nem professora nem estagiária
- Então quem seria?
- A Faxineira ou a cozinheira.
- Sinal de OK feito com o dedo, e virei as costas e fui pra casa injuriada.

Ligo pra Ti:
- oi amor, fui na escola e o mercenário, falou isto, isto e isto. Tô te ligando pra te informar que nossa escolha foi errada. Nosso dinheiro foi jogado no lixo e Mariah não mais estudará neste lugar. Confirma?
- sim, concordo com você.

E no dia seguinte, achamos outra escola perto de casa, nossa segunda e ultima opção, e desde então Mariah está em adaptação.

Ela está estranhando um pouco a falta de espaço ao ar livre, mas está sendo monitorada e cuidada como uma criança da idade dela.

... e até aqui nos ajudou o Senhor !

Fiz questão de expor aqui este acontecido, para que as mães leitoras do blog sejam criteriosas, chatas e exigentes para a escolha da escola do filhote. Analisem, olhem se o "produto" vendido é a verdadeira realidade.

Infelizmente erramos por tentar dar a ela o melhor, caimos no conto do vigário mercenário. Mas a tempo percebemos...

Amanhã chego de viagem e irei lá informar que ele perdeu uma aluna, falarei todos os motivos listados aqui, e direi que ele terá que me devolver a parte da mensalidade de setembro, caso contrário, nos encontraremos qualquer dia destes no juizado !

Com muita tristeza no coração, por tantos descasos com minha pedrinha preciosa, deixo um pensamento que narra o ser humano citado acima.

"nunca conheci pessoas tão pobres, que só possuíam dinheiro" 

Bjs Piu


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Filho único?

Desde que nos casamos, decidimos que seriamos mães.

E com 1 ano e meio de casadas, sentimos que a nossa hora havia chegado.

Engravidamos na primeira tentativa, e hoje desfrutamos da maior alegria do mundo, que é ser mães de Mariah.

No ouvir do primeiro choro, ainda na sala de parto, Ti diz: amor, é magico ! Quero ter outro filho.

ãh?

Eu venho de uma familia de 5 filhos, e quando nos reunimos, a alegria nos renova. Fotos, presentes, risadas, altos papos, trocas de experiencias, carinhos... Como é bom viver estes momentos.

Com isto, sempre disse que filho único não seria minha escolha.

Nestes quase 2 anos de maternidade, pude entender como as coisas funcionam com um filho dentro de casa.

É impossível ser a mesma pessoa de antes. Tudo muda, tudo mesmo !

O amor nos transforma. A diversão passa a ser vista de outro ângulo. Os compromissos com vacinas, consultas, horário de comidas, do sono, da escola nos fazem mais responsáveis. A conta bancária passa a ter mais movimentações. A tristeza não tem mais lugar em nosso coração. Os sorrisos as 5 da manhã expulsam o sono e o mal humor.

O tempo voa contra o tempo. As descobertas são diárias. As fraldas somem do armário. O dono do hortifruti ganha clientes assiduas.

E assim, decidimos que teremos outro filho. E começamos a sonhar novamente.

E Mariah é apresentada a esta decisão e reponde:

-Qué mão ! Sim, ela quer um irmão (a).

Está entregue nas mãos de Deus, Aquele que é dono de nossas decisões.  Que seja feita a vontade Dele.

Será que vai demorar?