Era uma vez, um domingo a noite em família.
Tv ligada, friozinho, papos...
De repente 2 filhos choram em sinfonia.
As 2 mães aleatoriamente pegam uma das crias no colo. Minutos depois percebem que estão dançando uma melodia inexistente.
Os filhos ainda choram.
Começa uma sessão de olhares e sorrisos.
O código enérgico do universo afirma que a madrugada será complexa.
Uma mãe senta, enquanto a outra ainda dança.
E assim se revezam troca de filhos, troca de fraldas e coreografias singulares de dança em ritmo de choro.
O coro da dupla já duram alguns longos 20 minutos, com direito a pequenas pausas para pegar fôlego.
Quando era discutida a nova tática, o inesperado, nunca esperado, talvez um dia já previsto acontece: um choro vindo do quarto ao lado.
Este seguido de lágrimas e de um chamado da escolha da mãe preferida naquele momento de levar ao banheiro e dar mamadeira.
O choro dos irmãos incomoda a filha mais velha, que se acha no direito de bater um papo cabeça.
Do outro lado da parede que me divide da outra mãe, imagino que há uma amamentação dupla, pois o silêncio reina.
E assim a matemática me confunde:
4 braços pra 3 filhos...
Falta um?
Ou sobra um?
Digo que não é fácil! Mas é feliz!